segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Se joga sem medo


Como a vida é engraçada, prega peças a todo instante. A cada segundo, a cada esquina se depara com o novo, às vezes de forma agradável, mas na sua grande maioria não é bem assim. Mas como se posicionar diante das rasteiras que a vida proporciona aos seus aventureiros? Dizer que basta apenas se reerguer é muito fácil, principalmente quando não é você a estar naquela situação.
Você por acaso já parou para pensar que na grande maioria das vezes tais rasteiras é você mesmo quem possibilita que aconteça, no exato momento é que lhe é oferecido uma segunda opinião sobre qual a decisão tomar, e você insiste em se manter firma a sua opinião egoísta que não aceita uma opinião vista de fora? Não que você tenha que engolir goela a baixo tudo o que te falam, mas você por acaso já se permitiu perguntar a quem está de fora se tal pessoa consegue ver uma solução sobre o que te aflige? Mesmo que muitas das vezes as soluções para as angústias humanas estejam dentro de si mesmos, uma boa parte pode não está.
Por que o ser humano tem este instinto egoísta que não permite que ninguém além de si mesmo pode o ajudar a solucionar os seus problemas? Porque insistir em viver isolado do mundo, achando se basta si mesmo? Porque não se permitir a experiência do encontro? Percebe-se que é o medo. Sim o medo. O medo de descobri que não é o único capaz de torna-lo feliz; de ver que caminhar lado a lado é possível sem se machucar.
Mas não está na natureza humana se arriscar, muito pelo contrário. É se arriscando que poderá descobrir que existe um mundo “lá fora” além de você, e que lá você precisa aprender a conviver com o novo, com o diferente, é aí que está o perigo. É muito difícil para quem vive para si aceitar este desafio de buscar o novo, o desconhecido, afinal no seu “mundo” ele é o senhor da situação, diferente do que ele vai encontrar.
Se joga sem medo, descubra que o mundo vai além do seu egoísmo, busque novas experiências, novas alternativas para solucionar velhos problemas e dilemas. E se nesse caminho “quebrar a cara”, e daí? Ao menos poderá dizer que tentou e não apenas viu a vida passar diante da janela, porque você não teve coragem de abrir a porta e se libertar de seu mundinho.

Por Lu Couto Gamito

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